Júri: Competitiva Nacional

João Miguel | Laurence Reymond | Margarida Moz

Estudou teatro na Casa das Artes de Laranjeiras (CAL), onde conheceu Luiz Carlos Vasconcelos, ator e diretor do Grupo Piolim, com quem, em seguida, foi para João Pessoa, aperfeiçoando a arte circense. Viajou pelo Brasil e outros países acompanhando a peça “Vau da Sarapalha”, adaptação e direção de Luiz Carlos Vasconcelos para o conto “Sarapalha”, de Guimarães Rosa. De volta a Salvador, em 1995, fazia o palhaço Magal no grupo baiano Picolino, além de dar aulas de artes em escolas e participar, como ator, da montagem infantil “Ver Estrelas”, de João Falcão, entre outras. Em 2001, estreou o monólogo “Bispo”, escrito e dirigido pelo cineasta Edgard Navarro, resultado de quatro anos de pesquisa sobre o artista Bispo do Rosário, interpretação esta que lhe rendeu vários prêmios e o convite para estrear no cinema no filme “Cinema, Aspirinas e Urubus”, de Marcelo Gomes, com o qual ganhou muitos prêmios, inclusive no Festival de Cinema de Cannes. Após essa interpretação, fez cerca de 15 longas-metragens rodados e várias participações na televisão. Em 2009, voltou aos palcos, no espetáculo “Só”, da dramaturga italiana Letizia Russo, com direção de Alvise Camozzi.

Laurence Reymond trabalhou em várias distribuidoras de audiovisual em Paris: Ad Vitam como programadora, La Fabrique de Films, and Le Pacte como assistente de aquisitora de filmes e depois como produtora executiva.
Ao mesmo tempo, desde 2002, manteve atividades regulares como crítica de cinema em diversas revistas (Score, Cinéastes) e sites (Fluctuat.net). Atuou na equipe selecionada de Director’s Fortnight em setembro de 2011, na qual ela estava responsável pela pré-seleção para as seções curtas do filme. De 2012 a 2014, foi a coordenou a programação noFestival du Nouveau Cinema em Montreal, e desde 2015 é membro de ENTREVUES – comitê de seleção do Festival Internacional de Filmes em Belfort.

Concluindo o doutorado em Antropologia Social na área de família, gênero e sexualidade, tem nos últimos anos conciliado a vida acadêmica com o cinema. Começou a trabalhar no Festival de Cinema Gay e Lésbico em 1998, tendo desde então passado por outros festivais, mostras e produções cinematográficas onde desempenhou as mais variadas funções. Atualmente, além de professora convidada de antropologia na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa, é programadora de curtas-metragens do festival IndieLisboa e diretora da Portugal Film, agência para a internacionalização do cinema português, que muito tem contribuído para a forte presença de filmes portugueses em importantes festivais de cinema internacionais.