Depois da Chuva

Direção: Cláudio Marques e Marília Hughes

Sinopse: Salvador, Bahia, 1984. Após vinte anos de ditadura, a população vai às ruas exigir a volta das eleições diretas para Presidente da República. Esse será um ano de transformação para o jovem Caio!

SITE DO FILME: http://coisadecinema.com.br/depois_da_chuva/

Textos publicados sobre Depois da Chuva

O presente é o passado (Depois da Chuva)

Por Heitor Augusto

Dás várias imagens míticas do Cinema Marginal uma das que ficam na memória é a do herói “vagabundo” de Meteorango Kid – O Herói Intergalático (1969) lendo gibi no meio de uma assembleia estudantil, afrontando a seriedade da roda, tratando-a como uma imensa bobagem. Quando o jovem cabeludo de Depois da Chuva também passa por detrás de um grupo de jovens com muitas espinhas na cara (estamos em 1984, discutem se devem aceitar ou não uma conciliação com a diretoria da escola para a votação do grêmio estudantil) e diz algo como “Votem nulo. Não me matem de tédio”, essas duas memórias se fundem. Depois da Chuva, tal como Meteorango Kid, será um filme sobre os desviantes do controle social.

Mencionar “desviantes” é trazer também para a análise Tatuagem, de Hilton Lacerda, que fala do presente ao pensar um passado a partir dos que não atendem às expectativas oficiais (um grupo de teatro à margem da margem seja na localização, seja nas escolhas estéticas). Depois da Chuva, assim como Tatuagem, especula sobre o presente ao pensar um capítulo do passado recente: a transição do fim oficial da Ditadura para a derrota nas Diretas Já. Ali se situam os jovens de seu filme. (Leia Mais)

http://www.revistainterludio.com.br/?p=5963

Imagens televisivas – já combalidas pela ação do tempo – nos mostram um comício da campanha das Diretas Já, em 1984. A velha canção de Geraldo Vandré soa pela enésima vez, entre gritos de euforia. O plano seguinte nos transporta diretamente para uma reunião entre estudantes secundaristas de um colégio soteropolitano, que tentam decidir se aceitam ou não a proposta – feita pela direção da escola – de eleições indiretas para o grêmio. A câmera percorre os rostos em volta da mesa, percebe cada nuance das expressões adolescentes (entre a esperança e a dúvida). No fundo da sala, notamos um menino de cabelos desgrenhados, que assiste a tudo com uma sisuda feição de desagrado. “Votem nulo. E não me matem de tédio”, diz ele, encerrando a sequência. O enredo que acompanharemos a seguir é centrado na figura desse garoto, Caio (Pedro Maia), um jovem artista e ativista político que se move entre os conflitos com o conservadorismo da escola, a atuação em um pequeno grupo anarquista e o início de uma paixão vivida em companhia da colega Fernanda (Sophia Corral). (Leia Mais)

http://revistacinetica.com.br/home/depois-da-chuva-de-claudio-marques-e-marilia-hughes-brasil-2013/

Falar de Cláudio Marques, Marília Hughes é lembrar deles, logo de cara, como realizadores de curtas-metragens bastante interessantes (Carreto, Nego Fugido, por exemplo) numa Bahia ressurgindo a cada dia para o cinema (após um fenômeno como Gláuber, e tendo ainda um gênio de pouco reconhecimento amplo, como é Navarro). É relembrá-los donos de certezas quanto à utilização das técnicas, coisa que emprestava aos trabalhos iniciais probabilidades bastante referentes às possibilidades de invenção que o formato curto permite, aditadas de resultados pictóricos bastante bons (sob quaisquer quesitos específicos pensados: desde a “simples angulação para as captações”, às nuances geradas pela iluminação...)...

http://www.cinequanon.art.br/gramado_detalhe.php?id=1136&id_festival=8

O público aplaudiu bastante Depois da Chuva, longa-metragem baiano de Cláudio Marques e Marilia Hughes. O longa entra numa seara ainda pouco explorada pela produção nacional, tão pródiga em filmes sobre a ditadura: debruça-se sobre outro momento histórico, justamente a transição para a democracia com a campanha das Diretas-Já, a eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral e a posse de José Sarney em virtude da morte do presidente eleito.

“A motivação para fazer o filme foi de fato a ausência de outros trabalhos sobre esse período tão importante da nossa história”, diz Cláudio Marques. “Eu me lembro do período das Diretas como aquele em que despertei para a vida adulta, para as questões políticas e amorosas”, acrescenta. “Lembro da sensação de liberdade e, ao mesmo tempo, a impotência ao ver Sarney assumir.” O filme adquire maior atualidade ainda quando se pensa que 2014 marcará os 50 anos do golpe civil-militar e os 30 das Diretas-Já. O que tudo isso significou para as cabeças jovens, adolescentes que chegavam à idade adulta justamente naquele período? (Leia Mais)

http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,no-festival-de-brasilia-depois-da-chuva-mantem-atualidade-nos-quase-30-anos-das-diretas-ja,1077026,0.htm

Muito já se falou (e já se filmou) sobre a época da ditadura militar brasileira, um período que sem dúvida nenhuma merece (e carece) ainda das mais variadas reflexões. Porém, poucos tinham voltado suas lentes para outro momento igualmente icônico na recente vida política brasileira: a campanha pelas eleições “Diretas Já”.
O drama baiano “Depois da Chuva”, estreia no longa-metragem da jovem dupla de diretores de Cláudio Marques e Marília Hughes, chega para tentar cobrir, pelo menos parcialmente, esta importante lacuna.

Tudo se passa naquele memorável 1984. A campanha pelas diretas ganha as ruas e a mídia, alastra-se pela população, e entusiasma os alunos de um colégio classe média na cidade de Salvador. Eufóricos, os alunos se preparam para eleger, também de forma direta (na medida do possível), a diretoria do grêmio estudantil, prática proibida naquela instituição desde a implantação da ditadura. Porém, alheio à movimentação, o jovem Caio (Pedro Maia, ótimo) não compra o que, para ele, é uma falsa ideia de democracia. Ainda que calado e introspectivo, Caio prefere o Anarquismo, considera seus colegas politicamente manipulados, e extravasa suas ideias na rádio pirata “O Inimigo do Rei”. Enquanto seus colegas lutam para eleger o grêmio da escola, Caio prefere pular os muros desta mesma escola. (Leia Mais)

http://www.planetatela.com.br/new.php?new_id=1448

Para que serve um líder? O que resta quando a batalha pela liderança chega ao fim e um dos combatentes, enfim, vence e assume o posto? Que tipo de utopia ainda pode acometer esse vitorioso? Tais questões estão intimamente associadas às imagens de afasia e melancolia que impregnam Depois da Chuva, filme dos baianos Cláudio Marques e Marília Hughes cujo extrato de conteúdo é o fim da ditadura militar brasileira e a desilusão que acometeu a sociedade com a morte de Tancredo Neves em 1985. Antes de ser o retrato fragmentário de determinado universo (estudantes de classe média) numa determinada época (meados dos anos 1980), o filme surge impregnado de toda uma consciência histórica, política e social que precede sua própria existência. Depois da Chuva só existe enquanto objeto artístico porque seus realizadores conhecem aquele período e dele se alimentam para dar substrato ao enredo e às reflexões surgidas em torno dele. Este enredo, portanto, nunca estará desvinculado daquela consciência história anterior – mais que isso: a ela sempre será devedor e constituirá diretamente a essência do filme. (Leia Mais)

http://www.filmespolvo.com.br/site/eventos/cobertura/1376

Festivais:

  • BAL - Buenos Aires LAB (Work in Progress)

  • BAL Goes To Cannes (Work in Progress)

  • 46° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

    Melhor Ator (Pedro Maia) Melhor Trilha Sonora Melhor Roteiro
  • VI Janela Internacional de Cinema de Recife

  • 20° Vitória Cine Vídeo

    Prêmio Especial do Júri
  • 37ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (fora de competição)

  • V Semana dos Realizadores (Rio de Janeiro)

    Prêmio Especial pela Direção de Atores
  • 17ª Mostra de Cinema de Tiradentes

  • III Olhar de Cinema - Festival Internacional de Curitiba

  • IV FECIBA - Festival de Cinema Baiano

  • International Film Festival Rotterdam 2014 (43ª edição)

  • 16° BAFICI (Buenos Aires Festival Internacional de Cine Independiente)

  • 32° Festival Cinematográfico Internacional Del Uruguay

  • 17° Maine International Film Festival

  • 9° Encontro Nacional de Cinema e Vídeo dos Sertões

    Melhor Montagem Melhor Ator (Pedro Maia)
  • AFI Latin American Film Festival (25ª edição)

  • Harlem International Film Festival 2014

    Best World Film
  • 3° Festival Internacional UNASUR CINE

  • 9° BrasilCine - The Brazilian Film Festival in Scandinavia

  • Oaxaca FilmFest 5

  • Bridge Film Festival (Kosovo)

  • Mostra Cinema de Conquista

  • 10 Festival Internacional de Cine Idependiente de La Plata - Festifreak

  • Cine Tres Fronteras

    Melhor Direção de Arte
  • Orlando Film Fest

  • Cinemaissi 2014 - 10th Latin American Film Festival

  • Festival Cine//B

  • Malatya International Film Festival

  • 27es Rencontres de Toulouse - Cinélatino

  • Mostra Contorno 2015 (Uberlândia)

  • 31st Chicago Latino Film Festival

Projetos e exibições especiais

  • Festival da Juventude (sessões especiais durante a Mostra de São Paulo, fora de competição)

  • Projeto Cinema em Transe (Sesc Palladium - Belo Horizonte)

  • Cinemateca da Universidade de Boston

  • VII Encontro Estadual de História (Cachoeira)

  • Cinemateca Francesa (Paris)

  • Museum of the Moving Image - MoMI (Nova Iorque)

  • Projeto Domingo no TCA (Salvador)